Fiocruz e AstraZeneca ainda não assinaram contrato para transferência de tecnologia

O Jornal Nacional teve acesso a um documento em que a Fiocruz informa que o contrato de transferência de tecnologia para a produção da vacina da Universidade de Oxford e da AstraZeneca ainda não foi assinado. A transferência significa ter todo o conhecimento necessário para fabricar a vacina 100% no Brasil. Sem isso, a fundação não tem um cronograma para a entrega das doses.


O primeiro contrato entre a Fiocruz e o laboratório anglo-sueco AstraZeneca foi assinado em setembro de 2020, previa a compra do IFA, ingrediente farmacêutico ativo, a matéria-prima usada na fabricação de vacinas. O contrato de US$ 188 milhões - mais de R$ 1 bilhão - estabelecia ainda que seria assinado um segundo acordo, de transferência de tecnologia. Com isso, a Fiocruz passaria a produzir as vacinas do zero, sem depender mais do IFA importado.


Em dezembro, o Ministério Público Federal pediu à Fiocruz informações sobre o acordo de "transferência com a internalização da tecnologia para a produção integral da vacina pela Fiocruz, o prazo de vigência, as suas fases e o cronograma de implantação".


Em janeiro, o Ministério Público insistiu, querendo saber "se já foram iniciadas as tratativas para a celebração do contrato de transferência de tecnologia, previsto para 90 dias após a assinatura do contrato de encomenda tecnológica feito com a empresa AstraZeneca, indicando o estágio em que se encontra a negociação e a previsão de conclusão".

G1


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