A oposição burra e a distribuição dos peixes em Eunápolis

A hipocrisia da oposição só não é maior do que a sua vontade de atrapalhar o governo de Cordélia.

Depois de perder tempo com posts bobos sobre o cotidiano da prefeita, desacostumados que são de ter uma mulher no poder e baseando suas críticas em ultrapassados conceitos machistas, os arautos das más notícias (geralmente forjadas) resolveram sacar da cartola um  ex-prefeito fraterno,  popular e caridoso, esquecendo que até bem pouco tempo ele era expulso dos bairros mais pobres pela população esquecida e desassistida. 

Para tanto, vomitam suas críticas sobre a decisão de não fazer a tradicional distribuição dos peixes na Semana Santa, uma prática impossível de manter em tempos de pandemia, não recomendada pelas autoridades sanitárias, enquanto nas redes sociais postam críticas infundadas e sem sentido, quando se sabe que o ex- gestor tambem optou por não fazer a distribuição em 2020  alegando a Pandemia, que estava ainda no começo, com pouquíssimos casos confirmados na cidade.

De onde vem a tradição de comer peixe

Na Sexta-feira Santa, também conhecida como Sexta-feira da Paixão, Cristo foi condenado, carregou a cruz e foi crucificado. É dia de sacrifícios para os cristãos, em sinal de consternação pela morte de Jesus, e não se deve comer carne vermelha, na época artigo de luxo, rara à mesa das pessoas mais pobres. O peixe, por outro lado, abundante e barato, era comum nas refeições dos mais humildes, portanto um sinal de simplicidade. O ato de comer peixe simboliza tambem, à exemplo do que fez Jesus,  uma penitência e deve-se evitar quaisquer outros prazeres no dia.

Entretanto, ainda que se quisesse respeitar a tradição, a preocupação maior deve ser com a preservação da vida,  nestes tempos soturnos, à sombra de um inimigo mortal e invisível que altera a realidade. Mesmo sabendo que as famílias mais pobres têm dificuldade de por comida na mesa e a ajuda com os peixes poderia ser um adjutório, não justificaria os riscos, já que lidamos com um vírus mutante, que no momento apresenta uma cepa ainda mais perigosa e mortal. 

A prefeita, assim como outros gestores da região, agiu certo, assumindo os danos para a sua imagem pública  de uma medida impopular  e mostrando, mais uma vez, até onde está disposta a ir para cumprir o seu papel com responsabilidade, como vem fazendo até agora.

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